quinta-feira, 5 de junho de 2014
sexta-feira, 23 de maio de 2014
QUANDO EU NASCI
Na quinta-feira, a biblioteca recebeu a
visita dos meninos do JI de Oliveira do Arda. Os meninos vieram a pé até à
nossa escola para ouvirem a história “quando eu nasci” de Isabel Minhós
Martins, com lindíssimas ilustrações de Madalena Matoso. Os meninos gostaram
muito desta história e partilharam as suas lembranças, que depois passaram para
uma folha colorida….
SOU ESPECIAL PORQUE SOU EU
Na 3.ª feira, o Ivo, personagem o livro”
Sou especial porque sou eu”, de Ann Meek, fez uma surpresa aos meninos do JI e
da EB1 de Raiva. Contou-lhes a sua história e o modo como consegue transformar
a rejeição em triunfo, com a ajuda da sua imaginação e da sua mãe fantástica!
No final, os meninos juntaram-se ao Ivo e
preencheram uma sopa de letras, completaram a frase: “Sou especial porque…” e
ainda tiveram tempo para desenharem o seu reflexo no espelho que o Ivo lhes
levou!
quinta-feira, 22 de maio de 2014
O bicho papa-livros
Na 3.ª feira, dia 20
de maio, os alunos dos 5.º anos foram convidados pela Biblioteca Municipal de
Castelo de Paiva, a assistir à peça de teatro
“ O bicho papa-livros”, pelo grupo PIM Teatro. Esta peça mostra-nos um espaço de descoberta dos livros e de
descoberta do que está para lá deles, para lá da estante, no ar que se respira,
nos sons e nas vozes que se escutam, nos seres que caminham pelo espaço.
Quando as portas da Biblioteca se fecham, desliga-se a água
e apagam-se as luzes, fica então um silêncio calmo, um silêncio habitado, tenso
e imóvel, acendem-se umas luzes pequeninas e escuta-se uma música suave e
encantadora… Se uma Biblioteca é já um mundo dentro do mundo e cheio de mundos
dentro, como pode o teatro habitá-lo?
O grupo PIM teatro
pretendeu oferecer-nos um espectáculo que nos levasse através da Biblioteca
desfiando palavras como: comida (restaurante, elegante), pastelaria (massa,
mil-folhas), livro (imprimir, palavras, contos, dicionários), bicho (animal,
guloso). Quiseram habitar a biblioteca para conhecer os seus segredos para no-los
desvendar.
Os meninos puderam
mergulhar no mundo de Andresen, percorrer caminhos e comer os livros aos
bocadinhos….
.
quinta-feira, 15 de maio de 2014
Hora do Conto
Esta semana, os meninos dos Jardins de Infância
de Oliveira do Arda e da Póvoa, os meninos da Educação Especial e os meninos da Eb1 da Póvoa estiveram na biblioteca
para ouvir a história “Música na floresta”, de Ana Mafalda Damião. Nesta história, o mocho anuncia o concerto da primavera. Os animais reúnem-se
em grupos e cada grupo toca um instrumento. Os nossos meninos fizeram fantoches
de vários animais e juntaram-se a esta festa. No final, ainda aprenderam e
cantar a música que o mocho lhes ensinou “A árvore da montanha”. Com esta
história pretendeu-se mostrar a importância da amizade e da entreajuda.
sexta-feira, 9 de maio de 2014
Brinquedo Solidário
No próximo dia 1 de junho comemora-se o Dia Mundial da Criança.
Assim, a equipa da biblioteca pede a colaboração de todos no sentido de trazerem um brinquedo qua já não utilizem, que será depois entregue às crianças mais necessitadas.
Os brinquedos deverão ser entregues na biblioteca até ao dia 30 de maio.
Contamos com a vossa solidariedade!
Aspetos
marcantes
Nos primeiros anos da
minha vida, existiram alguns acontecimentos que me marcaram até aos dias de
hoje. Uns positivamente, outros negativamente. Apesar disso, vou falar de
alguns negativos, pois foram os que tiveram mais impacto.
Quando tinha apenas quatro
anos, era regular ir passar o fim-de-semana a casa da minha madrinha. Ficava
apenas a trinta minutos de distância de minha casa e eu adorava ir para lá,
porque assim podia brincar com o meu primo que era apenas dois anos mais velho.
O normal era passar só o dia lá e à noite voltava para casa, mas, nesse dia,
pedi a minha mãe para ficar lá a dormir, no outro dia iria mais cedo para casa.
Ela concordou.
Sendo assim, quando
chegou a noite, a minha madrinha levou-me para tomar banho e disse: «A banheira
está cheia de água. Espera um bocadinho que eu vou só buscar as toalhas e já te
venho dar banho».
Por algum motivo,
desconheço qual, achei que conseguia entrar para a banheira sozinha e, assim sendo,
tentei. A banheira ainda era alta, ou melhor eu ainda era pequena, e quando
meti uma perna para entrar, rolei lá para dentro, com a banheira cheia! A água
cobria-me a cara e eu fiquei mesmo aflita, se a minha madrinha não tivesse
chegado para me tirar de lá, duvido que conseguisse levantar-me sozinha por causa
da aflição em que estava.
Até hoje, o facto de
ter que por a cabeça debaixo de água num local onde o volume da mesma é
elevado, é uma tortura.
Um outro dos
acontecimentos que me marcou está também relacionado com a família e, apesar de
ter sido algo negativo a curto prazo, acho que a longo prazo me ajudou a ver as
coisas de outra forma.
Este aconteceu dois
anos mais tarde, relativamente ao anterior, portanto, quando eu tinha seis
anos. Nesta altura, a família descobriu que, para além de fumar tabaco, o meu
padrinho, também fumava droga. Depois dessa descoberta, ele foi confrontado e
saiu de casa, mas não deixou de fazer visitas.
Numa dessas visitas eu
estava lá, e acho que nunca me vou esquecer do aspeto deplorável em que ele
estava. Era algo de tão mau que tive a sensação que nunca tinha conhecido
aquele homem na realidade. Todas as imagens e momentos bons que tinha guardados
com ele, naquele momento, perderam o valor e foi como se aquele homem que ali estava,
não fosse sequer um conhecido para mim. Era pequena, mas lembro-me
perfeitamente de como o meu ar de assustada o assustou a ele.
Depois desse dia, nunca
mais o vi em pessoa, mas aquela imagem nunca me saiu da cabeça até hoje. O
facto de ter tido essa experiência, fez-me abominar as drogar e o tabaco. Para
mim, é irracional alguém destruir assim a saúde e a vida. Não tem lógica. E
duvido que alguém me consiga dar razões que sejam lógicas e favoráveis para o
fazer.
Joana Pereira
Nº 8 7º A
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